quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Benzer


Crente tem um negócio de benzer as coisas, aí metem o pobre do pastor no meio. Um dia destes fui chamado para benzer um carro. A dona do carro novo, nunca fora crente de verdade, nunca socorreu ninguém com seu carro, nunca deu carona para ninguém, tnha um carro benzido para fazer inveja nos crentes.

Esse negócio de benzer já virou doutrina, não há quem tire isto da igreja. Então para não ser mal educado a gente sai benzendo as coisas conforme elas aparecem. Benzer casa, benzer apartamento, benzer criança, benzer curso, benzer loja, benzer empresas, máquinas, etc.

O negócio fica bem benzido se puder untar com azeite a coisa, aí, a crendice popular aflora, parece que o Diabo tem medo de azeite.

Um crente benzido e untado torna-se um escudeiro fiel. Negar uma benzida gera uma guerra dos diabos.

Um dia fui chamado para benzer um senhor de idade, que apesar da intervenção bendita, veio a falecer. Fiquei com fama de agoreiro no bairro, nunca mais fui chamado para benzer nada por ali.

Pastor

1 comentário:

  1. O senhor me desculpe, mas fui criada em igrejas "de crente", e ninguém nunca benzeu nada. Inclusive, na minha cidade tinham aquelas senhoras velhinhas que benziam, e os crentes nos ensinavam que isso era pecado. Tem certeza de que essas pessoas de quem o senhor falou são crentes? Que essas igrejas são evangélicas?

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