sábado, 6 de agosto de 2016

Gente complicada

O que mais têm nas igrejas são pessoas complicadas. Já encontrei quase que de tudo um pouco, mas vou limitar-me a mencionar alguns poucos casos.

Se o pastor é o primeiro alvo dos ataques destas pessoas complicadas, o segundo alvo é a sua família. Quando alguém decide ferir com atitudes outra pessoa não há quem segure. No caso da igreja, quando atacar o pastor já não basta, fere-se a sua família. Coisas ridículas como convidar todas os demais para uma festa e não convidar a família do pastor, ou pior, numa festa de aniversário de criança convidar todas as crianças da igreja menos os filhos do pastor. Isto com a única intenção de ferir os sentimentos das pessoas.

Há aqueles que acham-se donos da igreja, portanto, não aceitam pacificamente nenhuma mudança que não tenha sido aprovada por suas famílias. Um amigo pastor fez uma campanha em sua igreja para comprarem uns bancos novos para substituirem os antigos, assim cada família ou pessoa doou um ou mais bancos. Uma determinada família que havia doado dois bancos decidiram que os dois primeiros bancos ao lado direito da igreja lhes pertenciam, assim, quando chegavam na igreja, se nestes bancos estivessem alguém sentado era solicitado a trocar de lugar.

Em uma das igrejas por onde passei ficamos um ano sem líder de senhoras, pois três senhoras entraram num verdadeiro pé de guerra pela liderança das mulheres. Como não foi possível chegar a um acordo, passamos um ano sem líder de mulheres.

Outro caso de intriga foi quando tive que intervir na briga de duas mulheres que se desentenderam num velório de alguém da igreja que nada tinha a ver com elas e estavam a criar confusão. Aliás as confusões nos velórios são as piores. Há quem na última hora decide que o velório daquela pessoa, por não ter sido dizimista, não deva acontecer na igreja, ou por outra razão qualquer.

A disputa das pessoas por cargos, por ministérios, por chaves de igreja é outra mazela para deixar qualquer pastor aborrecido e sem ânimo. Há ainda aqueles que por serem excluídos da igreja por vida irregular, procuram de toda forma criar dificuldades na vida do pastor e igreja. Há até quem recorra a justiça ou a polícia para ser re-admitido como membro da igreja.

Um outro caso comum são aqueles que reclamam do culto, o som estava alto demais ou baixo demais, a mensagem foi longa demais ou tocou em pontos sensíveis e são vistas como recado indireto. Há ainda aqueles que dispensariam completamente a pregação. E ainda há aquele grupo de louvor que insiste em tocar o que quer, quantas vezes quiser e se o pastor reclamar, simplesmente fazem greve.

A ornamentação da igreja é outro problema, se não há reclamam, se há criticam, se as flores são de plástico é sacrilégio, se são flores naturais é desperdício.

É há ainda aqueles que querem batizar seus filhos e netos (descrentes) a qualquer custo, se o pastor se recusa, cortam as contribuições e tornam-se murmuradores.

A lista é extensa vou parar por aqui... e que Deus nos ajude!

Pastor

1 comentário:

  1. Em certa igreja que pastoreei, ao voltar de férias, encontrei na minha mesa, no gabinete pastoral, uma carta de um diácono renunciando ao cargo. Fiz-lhe uma visita, querendo saber seus motivos. Mas no fim aceitei a renúncia. Depois fiquei sabendo que o sujeito estava metendo o malho em mim, dizendo: "que porcaria de pastor que temos! Eu pedi renúncia do diaconato e ele nem quis insistir para eu mudar de ideia". Eu dei é graças a Deus!

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