quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A ceia

Ser pastor enviado ao campo em algumas denominações é coisa de herói.
Meu pai foi enviado a uma pequena cidade do interior, pra pastorear 2 igrejas.
Naquela época ele era diácono da denominação que fazíamos parte. E, como em algumas outras, diáconos não ministravam a Ceia, apenas presbíteros e pastores.
Todo mês um presbítero da sede era enviado para tal, até que um dia um dos enviados se esqueceu do compromisso.
Tudo pronto, culto começando e nada do presbítero chegar. No final, meu pai acabou fazendo a Ceia e no dia seguinte se apresentou no escritório do pastor presidente
Com sua carteira de membro, pois havia violado uma regra da denominação. O pastor presidente foi compreensivo e não houve problemas nenhum para meu pai.
Naquele dia, a regra da denominação foi mudada e vi como meu pai era um homem sério.

As tortas das irmãs

Festividade de aniversário da igreja. As irmãs do grupo de senhoras combinaram de fazer tortas e outras coisas para vender. As despesas foram divididas entre elas e pela quantidade de pedaços que a receita iria render, era pra dar um lucro de x. Passada a festa, as irmãs quase saíram no braço, pois ao invés de dar um lucro de x, houve um prejuízo de x.
Uma acusava a outra, xingamentos, coisas pessoais sendo jogadas na cara... o pastor teve que intervir e colocar panos quentes em tudo.
As irmãs mais ungidas eram as mais briguentas.

Filho de Pastor

Altar consagrado

Sou filho de pastor e fui presbítero de uma grande denominação.
Numa igreja, salão pequeno, com um tablado de madeira no meio que servia de palco para o púlpito.
Para ganhar mais espaço no salão, meu pai moveu esse tablado pro lado esquerdo e colocou a bateria ao lado.
Os comentários dos membros foram coisas como: “ninguém pode mexer no altar do Senhor”, “vocês não sabem que isso foi consagrado?”
Por fim, alguns irmãos pararam de ir aos cultos... meu pai acabou cedendo e voltou o palco ao lugar original.

Filho de Pastor